Em Aoshima, uma ilhazinha no Japão, quem manda não é o prefeito. São os gatos.
Nos anos 1940, a ilha tinha cerca de 900 moradores e era uma vila de pescadores. Os gatos foram levados para caçar os ratos dos barcos. A pesca foi minguando, os moradores foram embora — e os gatos ficaram. Hoje, são mais de 100 gatos para menos de 20 moradores, quase todos idosos.
A ilha não tem hotel, não tem restaurante, não tem nem máquina de vender bebida. Tem gato no píer, gato na rua, gato na janela. O barco chega e uma comitiva felina recebe os visitantes, como se dissesse: aqui, humano é visita.
Em 2018, os gatos foram castrados em massa — ou seja, essa é a última geração da colônia. A ilha dos gatos está, aos poucos, se despedindo de si mesma.
Sacada: o único lugar do mundo onde o gato não é o pet. É a maioria.
Fonte: Discover Wildlife, “Aoshima, Japan’s Cat Island”. https://www.discoverwildlife.com/animal-facts/mammals/aoshima-cat-island
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